Carlos Alves volta ao Colégio

 carlos alvesNa sequência de várias palestras de alto nível que A. Antigos Alunos vem presenteando os atuais alunos na sua formação académica, esta, orientada por o Professor Doutor Carlos Alves, foi mais uma conversa em família de “Percursos de Vida” que agradou plenamente. Natural das terras morenas de Angola, Luanda, o Carlos chega ao Colégio de Lamego, em 14 de Outubro de 1974, já com 15 anos de idade, com o estatuto de retornado. Trazia, estampada a nostalgia da saudade negra, num rosto terroso e pensativo dum sonho desfeito, mais alto que o infinito, riscando o céu tropical. Marcado por queimadas dantescas, que subiam e desciam em turbilhão, ficando ligadas ao céu num grande abraço de fogo, pelos rios cristalinos que choravam a canção de não poder voltar, a saudade que ia perder-se no longo mar do regresso, e do som longínquo dos batuques da dança negra, que, noite dentro, iam, uma a uma, acordando as estrelas! Angola, jardim que é sol em cada flor selvagem, jardim que é febre em cada fruto amargo, tinha-o fascinado! Foi logo conhecido entre nós com o título do “Filósofo”.

Senhor de uma carreira académica invejável, entre muitos títulos, licenciado em História pela Universidade de Coimbra, Doutorado em Ciências Económicas e Empresariais, etc, autor de vários livros a nível nacional e internacional, atualmente ligado à Universidade Fernando Pessoa procurando leva-la a outros continentes, na orientação de mestrados e doutoramentos, apresentou-se aos alunos, com uma simplicidade impressionante, dizendo “que esta casa que é vossa, também é minha. Foi aqui onde acabei de crescer e me fiz homem.”

Depois foi o deslizar duma vida cheia de êxitos, dizendo que a sua chegada ao Colégio foi um encontro com um espírito Beneditino no lema “Ora et Labora”, reza e trabalha, recebendo uma educação humana cheia de valores. Aqui encontrais espaço para rasgar os vossos horizontes, dizia ele, uma escola de excelência que deixa em todos os que por aqui passam monásticas impressões digitais de orientação para a vida. Agora com um Estado em risco, uma sociedade difícil onde só há espaço para os melhores. No entanto, com a sua visão otimista, não deixou os nossos atuais alunos em depressão, com a cabeça apoiada nas mãos. Deixou-lhes a porta aberta a uma esperança que, com muito, esforço vos levará à vitória final de um novo Portugal de que vós sereis os alicerces da renovação!

 

 

MATRÍCULAS EM CURSO: 1.º ao 12.º ano de escolaridade

Ensino Secundário - Cursos Científico-Humanísticos

- Curso de Ciências e Tecnologias;

- Curso de Ciências Socioeconómicas;

- Curso de Línguas e Humanidades.

Regime de externato, semi-internato e internato

Vestuário do Colégio

Consulta preços e tamanhos

na secretaria do Colégio

 


Educar Hoje,

A educação consiste em levar o homem a tornar-se cada vez mais homem, a poder ser mais e não só a poder ter mais. Consequentemente, a que, através de tudo o que tem e de tudo o que possui, saiba ser mais plenamente homem com os outros e para os outros.” A semente não germina ou não se desenvolve convenientemente, mesmo sendo boa, quando o ambiente não é propicio ou o encarregado do campo o esquece. A vitalidade da planta vem da semente, mas está condicionada pela terra boa ou má e pelo cuidado de quem a trata. Não depende tanto dos outros como o homem: antes durante e depois do nascimento. O homem, sendo social por natureza, só em sociedade se pode desenvolver como homem.(“O menino selvagem” de Truffaut) Por isso, e este o terceiro aspeto, o ambiente e os educadores que rodeiam o educando têm uma importância incalculável no processo educativo.

Pe. Avelino Silva-OSB

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