Dr. Armando Mansilha volta ao seu Colégio

mansilhaAgora, plenamente realizado, casado, pai de dois filhos, o jovem médico-cirurgião, o Professor-Doutor, o Homem total de Leonardo Da Vinci, que atinge, aos 42 anos, o mais alto patamar da fama e do profissionalismo, tanto a nível nacional como internacional.

Com mais de 40 páginas na Internet, com louvores e menções honrosas pelos serviços prestados à medicina em cirurgia cardiovascular. Quantos Cristianos Ronaldos, não vale um médico destes! Verdadeiros sacerdotes que no silêncio quotidiano sem grandes alaridos se vão consumindo como velas dum altar, em serviço dos outros, os pobres de Javé, os que sofrem em silêncio, o doente, o próximo de que Cristo fala no seu Evangelho como primeiro e maior dos mandamentos, escrevendo páginas e páginas num diário, bordado a franjas de ouro com o bisturi da caridade, paramentados com a impoluta bata branca, hábito da sua Ordem Médica. Graças ao dinamismo da A. Antigos Alunos que, conscientes das dificuldades da nossa juventude na opção profissional, idealizaram uma série de palestras, por pessoas de renome e sucesso, a fazerem luz e orientarem os caminhos dos nossos atuais alunos. Abriu esta plêiade de ilustres, o Doutor Armando Mansilha que, da vizinha cidade da Régua, menino de bem, chega ao Colégio de Lamego aos 9 anos de idade, no primeiro dia de Outubro de 1978 e, concluído o ensino secundário, em 1986, abalou até à faculdade de Medicina do Porto. Sempre excelente aluno, admirado por professores, companheiros e empregados pelo seu aprumo cívico e educação esmerada.

Encantou o auditório do salão de festas, cheio duma juventude a oscilar entre os 15 e 18 anos, durante uma hora e meia, numa articulação perfeita entre o logos e o ethos, na sua elegância de professor universitário da Faculdade onde se formou. Embeveceu os seus antigos mestres. Começou a sua palestra dialogante com a oração do médico Inglês Sir Robert Hutchinson e terminou com palavras do mítico médico guerrilheiro Che Guevara. Abriu e citou com emoção o livro do Juramento de Hipócrates, patrono dos médicos, eminência de uma Bíblia Sagrada, em defesa da vida e da irmandade entre médicos. Que classe! Não cansou! Falou do Colégio de Lamego, seu agro nativo, onde cresceu, maturou e se fez homem, como dum sacrário de altar se tratasse! Convenceu! Em passa palavra dizia-se, à saída, foi brilhante. Felizes os doentes e alunos que têm assim um Mestre, o bom samaritano, que trata as feridas do pobre espancado e abandonado na berma da estrada da parábola de Cristo. Volta sempre, Armando, é que isto de ter sido aluno do Colégio de Lamego abre uma ferida que nunca mais cicatriza.

Do teu ex-professor Padre Abel Matias

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